PRESAS ESTRANGEIRAS REALIZAM “ENCONTRO DAS NAÇÕES”

PRESAS ESTRANGEIRAS REALIZAM “ENCONTRO DAS NAÇÕES”

PRESAS ESTRANGEIRAS REALIZAM “ENCONTRO DAS NAÇÕES”.

São Paulo, 28 de Outubro de 2013.

As presas estrangeiras junto com as brasileiras, festejaram neste passado 24 de outubro, o chamado “Encontro das Nações”, na Penitenciaria Feminina da Capital. Ao encontro foram autoridades consulares de alguns países, dentro dos quais se destacaram as representações de África do Sul, Angola, Colômbia e Peru.

Presas_Estrangeiras O evento foi organizado pela Diretoria desse centro penitenciário, o qual repartiu aos convidados externos ao presídio, um livro sobre as “Diretrizes de Atenção à Mulher Presa” editado pelo Departamento Penitenciário Nacional do Ministério da Justiça e pela Secretaria de Administração Penitenciaria do Governo de São Paulo.

Destacou-se também a presença da Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (ANEIB), na pessoa do seu presidente, o Dr. Grover Calderón, o qual manifestou que “este tipo de atividades merece sim, nossos parabéns para os organizadores, pois revela o grau de humanismo que traz consigo este ato, em beneficio da ressocialização das presas estrangeiras”.

Efetivamente, no encontro das nações, após a execução do hino nacional brasileiro, teve a marcha das bandeiras de todas as nacionalidades portadas pelas presas estrangeiras, seguido da apresentação de danças típicas de diversos países, no qual, o contingente de reclusas que executava as danças, como as que se encontravam nas tribunas, passaram momentos de alegria e descontração, dada a alta carga de estigma e olvido de que também são vitimas estas mulheres.

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Segundo dados do Ministério da Justiça, no Brasil, 3.392 pessoas presas são provenientes de outros países, o que representa cerca de 0,6% da população carcerária total do país. Os homens presos estrangeiros equivalem a aproximadamente 0,5% do total de homens presos, ou seja, 2.563 pessoas. As mulheres presas estrangeiras equivalem a aproximadamente 2,3% da população encarcerada feminina, ou seja, 833 mulheres.

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